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Como saber se eu tenho mau-hálito?



Teste organolético do ar expirado pela boca
Caso sinta-se constrangido de perguntar a outra pessoa se você apresenta hálito desagradável, uma maneira simples de detectá-lo é lambendo o dorso da mão e aguardando 30 segundos. Depois cheire a região e verifique se apresenta algum odor desagradável.
Alguns fatores que podem influenciar na halitose são:
  • Beber pouco líquido
  • Comer muita gordura e proteína animal ou comida muito temperada
  • Fumar
  • Usar enxaguatório com álcool frequentemente
  • Tomar bebidas alcoólicas com frequência (mais de 2 vezes por semana )
  • Ter o intestino preso
  • Ficar muitas horas sem se alimentar
  • Respirador pela boca
  • Ter diabetes
  • Sentir minha boca seca com frequência
  • Não usar fio dental com frequência
  • Não higienizar a língua durante a escovação provacando o esbranquiçamento da mesma. (saburra lingual)
As principais causas da halitose estão relacionadas a problema digestivos, respiratórios e bucais. Aproximadamente 90% dos casos têm origem bucal, especialmente as alterações na gengiva e no periodonto e a presença de saburra lingual. Por esse motivo, caso desconfie de mau-hálito procure inicialmente o seu dentista.
O QUE É HALITOSE?
Hálito é todo ar expirado pelos pulmões, podendo sair pela boca ou por outras cavidades aéreas como nariz, seios paranasais e faringe. O normal é o hálito humano ser inodoro ou ligeiramente perceptível pelas pessoas ao seu redor. A halitose, nome científico do mau-hálito, é uma anormalidade do hálito, em que são liberados odores desagradáveis. É o sintoma de algum problema de origem local, geral, sistêmica e/ou emocional, ou seja, é um sinalizador de que algo não vai bem no organismo.

O QUE CAUSA A HALITOSE?
Dezenas de causas são relacionadas à halitose. Dentre as causas gerais, destacam-se as de origem respiratória (exemplos: sinusite e amidalite), digestiva (exemplo: erupção gástrica, tumores e úlcera duodenal), metabólica (exemplo: diabetes, alterações hormonais) e emocional (estresse). Dentre as causas de origem local, podemos citar o acúmulo de placa dentária, a cárie e suas seqüelas, alterações gengivais e periodontais, peças protéticas deterioradas ou mal adaptadas, alteração na composição e quantidade da saliva e principalmente a saburra lingual. A saburra é uma camada de restos alimentares, bactérias e células descamadas que se acumula sobre a língua dando-lhe um aspecto esbranquiçado. Aproximadamente 85% dos casos de halitose são de origem local, relacionados a alterações bucais.

POR QUE A PESSOA QUE TEM HALITOSE MUITAS VEZES NÃO SABE DA SUA CONDIÇÃO?
Isso ocorre porque o olfato, assim como a visão, é suscetível à grande adaptação. Na primeira exposição a um cheiro muito forte, a sensação pode ser muito intensa, mas dentro de alguns minutos, o odor quase não é mais sentido. Dessa forma, as pessoas são incapazes de avaliar sua própria halitose.

POR QUE É COMUM AS PESSOAS APRESENTAREM MAU HÁLITO AO ACORDAR?
O mau hálito matinal é conhecido como halitose fisiológica. Ela ocorre porque durante o sono a produção de saliva cai para níveis mínimos, causando a putrefação de células descamadas da mucosa bucal que permanecem retidas na boca, causando odor desagradável. Soma-se a isso o longo período sem a ingestão de alimentos, diminuindo os níveis de glicose no sangue e deixando o hálito com odor cetônico. Outra forma de halitose fisiológica é o mau cheiro temporário causado por algum componente específico da dieta como álcool, cebola e alho. A halitose fisiológica é uma condição transitória, geralmente controlada com uma boa higiene bucal. O grande problema é a halitose patológica que é muito mais intensa e persistente.

 

COMO TRATAR A HALITOSE PATOLÓGICA?
O tratamento deve ser baseado na correta identificação da causa (ou causas) que determina a produção dos gases causadores do mau hálito e na sua eliminação ou atenuação. A higiene bucal também é fundamental para o sucesso do tratamento, com escovação, uso do fio dental e limpeza da língua após as refeições e ao deitar, evitando o acúmulo de bactérias. Os enxágües bucais podem ser úteis para a limpeza de áreas de difícil acesso, como as amídalas linguais. Deve-se tomar cuidado com os enxágües que contêm alta concentração de álcool, pois podem agravar quadros de boca seca e ardor, e contendo clorexidina pois podem manchar os dentes e provocar alterações do paladar quando usados indiscriminadamente. Além dos enxágües bucais, os lubrificantes orais e salivas artificiais podem ser úteis nos casos em que a pessoa apresentar produção deficiente de saliva. Uma forma simples de controlar o mau hálito é beber ao menos dois litros de água por dia e evitar o jejum prolongado. Por fim, ter mau hálito não é normal, portanto, em caso de suspeita procure um cirurgião-dentista.

FONTE: Revista da APCD (227) - Orientando o Paciente
MAU HÁLITO (Halitose)
O que é?
Consiste nos odores desagradáveis oriundos da cavidade bucal ou através da respiração.
Desde que o mundo é mundo, as pessoas se lamentam do mau hálito. Há uns 3,5 mil anos, o médico grego Hipócrates já prescrevia um bochecho de vinho com ervas aromáticas para melhorar o hálito. E um jovem fabricante de cosméticos, na velha Roma, ficou riquíssimo quando inventou e começou a produzir essência de hortelã para melhorar o hálito.
Como ocorre?
Cerca de 60% de toda a população mundial tem ou teve mau hálito. Uma das causas básicas do mau hálito, ou halitose, está relacionada aos molhos picantes que usamos na nossa alimentação. Após digerirmos alho ou cebola, por exemplo, o seu odor não só se apresenta em nosso hálito, como até recende de nossa pele ou vem do ar que expelimos dos pulmões.
Mas 90% daquele "bafo repulsivo" que muita gente tem procede dos resíduos alimentares daquilo que comemos durante o dia, sem que tenhamos acesso ou tempo para escovar os dentes após cada refeição, mesmo aquele cafezinho do escritório. Minúsculas partículas de comida são acolhidas no intervalo dos dentes, das pontes ou dentaduras que usamos.
Se você padece de placas na gengiva, tal efeito pode perdurar por dias. Muito comum causa de halitose, o acúmulo de alimentos nas reentrâncias das amígdalas gera “fermentação” destas substâncias com a, conseqüente, proliferação destas bactérias. Há a, eventual, liberação de “farelinhos” mal-cheirosos recebendo o nome de amigdalite caseosa (caseo amigdaliano)....
A bactéria que vive na boca e se banqueteia com os resíduos de comida que ficam entre os dentes é a primeira causa do mau hálito. Como ela fermenta, seus sub-produtos geram gás sulfúreo, o mesmo gás presente no ovo podre. Essas bactérias gostam de se localizar na parte anterior da língua, criando aquele muco esbranquiçado que geralmente constatamos ao acordar pela manhã.
Para nossa sorte, a natureza fez com que o corpo humano tivesse em nossas bocas sua própria defesa anti-bacteriana: a saliva. A bactéria bucal que causa mau hálito é "anaeróbica", isto é, as que gostam de viver em locais onde existe pouco ou nenhum oxigênio. A saliva, dentre outras coisas, contém excesso de oxigênio.
O cheiro desagradável que sentimos em nosso hálito ao acordar procede da bactéria que se escondeu em locais sem oxigênio da boca. As glândulas salivares restringem ao mínimo sua produção durante as horas do sono, porque você não está acordado e comendo. A boca resseca, e as bactérias se multiplicam, fazendo com que seu hálito cheire fermentado ao que você comeu na noite anterior.
O que fazer?
Escove os dentes sempre que puder, principalmente após cada refeição. Passe um fio dental entre os dentes e depois bocheche fortemente (se quiser bochechar com uma pitada de bicarbonato de sódio, será mais eficiente)
aumento do volume da urina,
Depois gargareje para lavar a sua língua, especialmente a parte do fundo.
Para aumentar a produção de saliva na boca, evitando o prejudicial ressecamento, mastigue uma goma de mascar qualquer (preferencialmente diet).
Tenha uma alimentação rica em cenoura, maçã e outros alimentos fibrosos. Eles auxiliam na promoção de uma limpeza total na parte dos dentes que fica na linha das gengivas.
Para diminuir o mau hálito oriundo de excesso de bebida ou do cigarro, procure bochechar três vezes ao dia com água e limão (sem açúcar ou dietéticos). O limão tem ácidos que anulam os odores típicos dessas substâncias.
Beba muita água.
Visite seu dentista pelo menos duas vezes por ano.

Mau hálito ou halitose. Há tratamento para isso. existem 3 tipos de tratamento, sendo Tratamento mascarador, Tratamento profilático (preventivo) e Tratamento curativo


Existem 3 tipos ou filosofias de tratamento para o hálito. Os dois últimos (profilático e curativo) são os métodos utilizados no Instituto, pela sua maior eficácia.

Os 3 tipos de tratamento são o mascarador, o profilático (preventivo) e o curativo:

- Tratamento mascarador.

Este é o tipo de tratamento que em geral o paciente já utilizou e utiliza (porque é relativamente intuitivo) sem grande sucesso. O hálito incômodo leva estas pessoas a lançarem mão de todos as formas para mascarar o hálito que exalam, nomeadamente desodorizantes orais, pastilhas elásticas com odor forte (ex: menta ou canela), sprays orais, elixires e anti-sépticos vários, alcaçuz, etc… O que sucede, em última análise, é a anulação do mau cheiro por um outro cheiro que se vem a sobrepor, mais forte e agradável, mascarando o odor original por poucas horas. Esta preocupação torna-se, em algumas pessoas, uma prática diária e continuada, passando com o tempo a ser quase um vício.
Compreende todas as medidas que uma pessoa pode tomar para prevenir o aparecimento de mau hálito (quando ainda não o tem). Nomeadamente, compreende medidas de higiene oral, dietéticas (ex: evitar a ingestão de alimentos com odor forte) e medicamentosas. Existem inúmeras medidas que podem ser tomadas que baixam de forma significativa a probabilidade de vir a sofrer de halitose.

- Tratamento curativo.

Neste caso é fundamental em primeiro lugar um diagnóstico preciso sobre a origem ou causa do mau hálito afim de se poder eliminar as causas locais para depois se chegar à suspeita e à solução de possíveis causas sistémicas. Isto porque a halitose poderá ser devida a um número diferente de razões concominantes.

A remissão da halitose dar-se-á pela cura da afecção que determina a produção de gases voláteis causadores do mau cheiro. Sendo a halitose um efeito, somente desaparecerá depois de eliminada a respectiva causa. Contudo, em certas situações, a causa não pode ser removida prontamente ou é irremovível (ex: halitose por neoplasia), nestes casos, lança-se mão de outros meios de combate à halitose.

É impossível realizar um tratamento com sucesso sem um bom diagnóstico e para um bom diagnóstico torna-se necessário ter tecnologia de ponta como o Oralchroma, testes BANA e recurso a outros exames quando necessário.






Pesquisas sobre as causa do mau hálito
Verifica-se de acordo com a pesquisa realizada pelo Prof. Daniel Van Steemberg (1999), juntamente com uma equipe de gastroenterologistas, otorrinolaringologistas, psiquiatras e periodontistas da Universidade de Leuven/Bélgica, 87% das causas da halitose são de ordem bucal - sendo que 32% estão relacionadas a problemas periodontais. Com o resultado desta pesquisa ficou mais fácil diagnosticar e solucionar o problema do mau hálito.
Não tenha vergonha de ter mal hálito, procure um dentista!
Geralmente os pacientes portadores de halitose buscam o tratamento odontológico na expectativa de resolver o seu problema de mau hálito, porém muitas vezes o constrangimento o impede de dizer ao dentista o verdadeiro motivo de sua consulta.
Somente com a realização de uma criteriosa analise odontológica é que o profissional propiciará condições para que o paciente sinta-se à vontade para relatar o problema de halitose e detalhar quais as possíveis causas do problema.
Por qual motivo posso ter halitose?
Os fatores podem ser diferentes porém afirma-se que em alguns casos as conseqüências emocionais são fatores que devem ser considerados, pois verifica-se que o portador do mau hálito está, com freqüência, emocionalmente abalado criando um ambiente conveniente para a halitose.
Outros fatores como períodos muito longos em jejum resultam redução da saliva que colabora na formação da placa bacteriana sobre a língua conhecido como saburra lingual (língua branca), que ocorre devido a uma combinação de resto de alimentos e células que se desprendem da mucosa bucal. Onde as bactérias que geram o mau hálito se alimentam destes resíduos e liberando o enxofre em formato de sulforado voláteis que corresponde pela sigla CSV. É neste processo que ocorre a halitose que irá gerar o mau cheiro bucal.
Alguns pensam, imaginam ou houve falar que o mau hálito é gerado pelo estômago. Apos muitos estudos ficou claro que são raros os problemas de halitose gerados pelo sistema gástrico, porém não pode ser descartada a hipótese, caso o paciente tenha problemas de refluxo gástrico, o que facilita na formação da saburra lingual.
Em alguns casos problemas como: diabete, intestino preso, disfunção renal grave e ausência de vitamina C, podem ocasionar na halitose.
Não deixe um simples problema lhe afetar
O mau hálito altera o padrão de comportamento na sua vida social, familiar e de trabalho, levando o paciente a apresentar uma tendência ao isolamento e distanciamento das pessoas queridas.
O medo de ferir aqueles que o cerca com o seu mau hálito é um fantasma constante em suas atividades, afetando drasticamente sua qualidade de vida. Durante a anamnese, deve-se abordar questões relacionadas à história médica, odontológica, hábitos alimentares e sociais do paciente, etc.
A halitose é de origem multifatorial e geralmente está relacionada a fatores sistêmicos, psicogênicos e bucais. Sabe-se hoje que a Gastrite e a Úlcera, que tanta culpa levaram pelas alterações dos odores bucais, foram vítimas de uma grande injustiça!
Como posso melhorar meu mau hálito que acontece só de vez em quando?
Quando o mau hálito não é crônico, mas apenas esporádico, devemos observar uma higiene bucal e lingual adequadas, estimular a salivação de maneira fisiológica, sem o uso de medicamentos podendo ser através do uso de balas sem açúcar, gomas de mascar, gotas de suco de limão com um pouco de sal. Além dessas opções existe uma ameixa japonesa, conhecida como "umebochi" que é muito saudável e ajuda muito.
Além disso cuidar da alimentação, tomar água com mais freqüência numa média 4 horas, evitar comer gorduras, condimentos, alimentos com odor carregado, o excesso de proteína ajudam a evitar a proliferação da halitose.
Escovar os dentes após as refeições, usar fio dental e visitar o seu dentista regularmente a cada 6 meses é um ótimo habito. Pois irá preveni-lo não somente do mau hálito como de outras doenças odontológicas
Então, o uso de gomas de mascar melhora o hálito?
Sim. Em primeiro lugar, age como um mascarado do hálito e, em segundo, o que é mais importante, aumenta a salivação.
O mau hálito está relacionado ao estomago?
Com base em diversas pesquisas pode-se afirmar que apenas 1% das causas da Halitose está associada a problemas gástricos. Para o atendimento do paciente portador de halitose, deve-se dispor não só de recursos científicos e tecnológicos como o halímetro, mas principalmente de tempo para compreender e ajudar o paciente a expressar suas queixas e identificar quais os possíveis hábitos que ocasionam no mau hálito. 
Como é feito o diagnóstico da halitose?
Cada detalhe poderá ser de grande valia no diagnóstico e tratamento. A halitose não é uma doença e sim um sintoma de uma possível alteração patológica (ex.: doença periodontal, alterações hepáticas, etc), variação fisiológica (ex.: menstruação) ou mesmo de um processo adaptativo do organismo (ex.: jejum prolongado).
O profissional deve estar capacitado para fazer o diagnóstico diferencial entre uma halitose real, uma halitose imaginária e um distúrbio quimiossensitivo.
O não conhecimento dos mecanismos de formação da halitose poderá levar o profissional ao erro de subjugar uma queixa do paciente, a qual está afetando o perfil comportamental do mesmo.
Qual é a causa do mau hálito?
A halitose não pode ser explicada por um único mecanismo. Existem casos de origem fisiológica (que requerem apenas orientação), patológica (que requerem tratamento), por razões locais (feridas cirúrgicas, cáries, doenças periodontais e outros) ou ainda por razões sistêmicas (diabetes, distúrbios renais, prisão de ventre e outros).São várias as causas e muitas vezes apresentam vários fatores ao mesmo tempo.
Halitose tem cura?
Claro que tem cura. As vezes, atingir a cura demanda um pouco mais de tempo, mas sempre existe a possibilidade de controle. A maior parte das pessoas crê que qualquer dentista está amplamente informada respeito de mau hálito, o que nem sempre é verdade.
O mesmo pode-se dizer em relação aos médicos. O atendimento nessa área é diferente do atendimento odontológico de rotina. Atualmente, muitos estão bastante interessados e estão investindo em conhecimentos sobre o assunto. Assim, se o seu dentista não se achar em condições de lhe oferecer um excelente atendimento, com certeza saberá encaminhá-lo para um colega que tenha feito esse tipo de treinamento.
Qual é a importância de curar a halitose?
São diversos os motivos. Além da questão da saúde geral do paciente - saúde sistêmica e local - há de se observar a questão social. O indivíduo portador da halitose sofre discriminação em seu grupo social. Ele é vítima freqüente de distanciamento em sua relação afetiva. A halitose agride as pessoas que convivem com o portador privando-o de uma vida melhor.
Por que o portador da halitose não sente o seu próprio hálito?
Porque o olfato se adapta ao odor, por tolerância. O epitélio olfatório rapidamente se cansa ou fadiga, se acostumando ao odor e falhando na percepção (fadiga olfatória). Em pouco tempo, o paciente com halitose se acostuma ao próprio mau hálito.
Após tratamento de úlcera e gastrite, por que o paciente continua com mau hálito?
Problemas gástricos causarão halitose quando houver refluxo. Segundo pesquisa desenvolvida por equipe multidisciplinar de gastroenterologistas, otorrinolaringologistas e periodontistas da Bélgica, 87% das causas da halitose estão localizadas na região da boca.
Quem são os pacientes com maior tendência a halitose?
Respiradores bucais, pacientes com sangramento gengival (doença periodontal), saburra lingual, alterações sistêmicas (por exemplo diabetes, doenças hepáticas, etc), em dieta ou ainda aqueles que apresentam baixo fluxo salivar.
O que é a saburra lingual?
É um material viscoso e esbranquiçado ou amarelado, que adere ao dorso da língua em maior proporção na região do terço posterior. A saburra equivale a uma placa bacteriana lingual, micro em que os principais organismos presentes são do tipo anaeróbios proteolíticos, os quais, conforme foi explicado para a halitose da manhã, produzem componentes de cheiro desagradável no final de seu metabolismo. É uma película composta de células descamadas, bactérias e detritos alimentares que aderem à superfície da língua. Ela é responsável por grande parte das halitoses. O grande desafio é saber por que ela está se formando, pois mesmo realizando limpeza correta da língua, alguns pacientes poderão continuar apresentando formação acentuada.
Como saber se sou portador de halitose?
A melhor forma é perguntar a uma pessoa sobre seu convívio e de confiança se o seu hálito está alterado e ou costuma ser forte. O portador que é consciente de sua halitose tem um perfil receoso e angustiado. Há pessoas que apenas acreditam possuir halitose. Para ambas as situações é importante o exame e um perfeito diagnóstico.
A halitose é fruto de má higiene?
A halitose é um sinalizador de que algo no organismo não está bem. Ou seja, nem sempre a halitose ocorre por falta da melhor higiene bucal. Um paciente que mantenha boa higiene oral mas encontre-se estressado, poderá apresentar um fluxo salivar baixo. Isto compromete a auto-limpeza favorecendo a formação da saburra lingual e possibilitando a manifestação da halitose.
E se o problema não for bucal?
Se a causa identificada for outra que não a odontológica, o especialista encaminhará o paciente a um médico pertinente. É de fundamental importância essa integração entre as áreas médicas, paramédicas e odontológicas. Grande parte do insucesso nos tratamentos ocorre justamente pelo não conhecimento abrangente dos fatores causais da halitose.
Todas as pessoas têm mau hálito?
Se considerássemos o hálito desagradável ao acordar, praticamente 100% da população seria portadora de halitose. Por isso, o hálito da manhã é considerado fisiológico. Ele acontece devido à leve hipoglicemia, à redução do fluxo salivar para virtualmente zero durante o sono e ao aumento da flora bacteriana anaeróbia proteolítica. Quando esses microrganismos atuam sobre restos epiteliais descamados da mucosa bucal e sobre proteínas da própria saliva, geram componentes de cheiro desagradável (metilmercaptana, dimetilsulfeto e principalmente sulfidreto, que tem cheiro de ovo podre). São os compostos sulfurados voláteis, conhecidos abreviadamente por CSV. Após a higiene dos dentes (com fio dental e escova), da língua (com limpador lingual) e após a primeira refeição (café da manhã), a halitose matinal deve desaparecer. Caso isso não aconteça, podemos considerar que o indivíduo tem mau hálito e que este precisa ser investigado e tratado.
É possível que eu tenha mau hálito e não saiba disso?
Sim. As pessoas que têm um mau hálito constante, por fadiga olfatória, não percebem seu próprio hálito. Somente as pessoas que têm períodos de halitose e períodos de normalidade conseguem percebê-lo.
Como eu posso saber se tenho ou não mau hálito?
A maneira mais simples de identificá-lo é pedir a um familiar ou a um amigo de confiança que faça essa avaliação para você. Caso você identifique o problema ou caso você se sinta constrangido a pedir a alguém que o avalie, pode procurar um dentista para que este possa ajudá-lo no diagnóstico e no tratamento da halitose. Atualmente, e cada vez mais, existem dentistas interessados no assunto, e muitos deles até já dispõem de um aparelho para medir e avaliar seu potencial de halitose.
Então, dá para se medir o hálito?
Sim, atualmente existe à disposição dos profissionais interessados um aparelho chamado Halimeter@, que é capaz de medir compostos sulfurados voláteis e que serve para orientar quanto à gravidade da halitose e quanto à melhora e à cura durante o tratamento. Também é útil para demonstrar claramente para certos pacientes que eles não possuem nenhum cheiro desagradável na boca, quando este é o caso. Certos pacientes halitofóbicos ficam muito apreensivos, com medo de terem halitose e desconhecerem o fato.
Qual a causa do mau hálito?
É muito bom que se diga que os casos de halitose não podem ser explicados por um único mecanismo. Existem casos de halitose tanto por razões fisiológicas (que requerem apenas orientação) como por razões patológicas (que requerem tratamento); por razões locais (feridas cirúrgicas, cárie, doença periodontal etc.) ou sistêmicas (diabetes, uremia, prisão de ventre etc.). Por isso, pode-se concluir que todas as possíveis causas devem ser investigadas e que o tratamento será direcionado de acordo com a causa identificada. No entanto, 96% ou mais dos casos de halitose se devem à presença de saburra lingual e, assim, devem ser tratados.
Se a saburra é formada microrganismos, o mau hálito é contagioso?
Não. A saburra somente se forma em pessoas com predisposição à sua formação. Por isso, é muito comum observarmos casais em que apenas um dos parceiros apresenta hálito muito desagradável, a ponto de incomodar o outro.
O que predispõe à formação de saburra?
A causa primária da formação de saburra é a leve redução do fluxo salivar, com a presença de uma saliva muito mais rica em mucina ("gosmenta") e que facilita a aderência de microrganismos e de restos epiteliais e alimentares sobre o dorso da língua. É bom que se diga que existem vários graus de redução do fluxo saliva; quando a redução é severa (de 0 a 0,3 ml/minuto, sob estímulo mecânico), já não encontramos saburra, mas sim, outros tipos de desconforto. A medida do fluxo salivar (sialometria) deve ser feita por um profissional habilitado para isso. Também é importante a avaliação das causas da redução do fluxo salivar para que se possa decidir sobre o tratamento. Uma causa bastante comum é o "stress" constante.
Como se livrar da saburra e do mau hálito?
Existem pelo menos 3 abordagens:
1. Remoção mecânica da saburra por meio de limpadores linguais. Existem vários modelos de limpadores linguais disponíveis no mercado americano; no Brasil, encontramos um limpador lingual muito eficiente (modelo em forma de "V").
2. Manutenção da superfície lingual o mais oxigenada possível, com o uso de oxidantes. Existem vários oxidantes no mercado que podem ser úteis para esse fim; desde a água oxigenada (usada diluída), o Amosan, até os de última geração (geralmente formulações com um componente antimicrobiano e um oxidante potente). Provavelmente, em pouco tempo, encontraremos no mercado, à disposição apenas dos profissionais, um desses produtos, com o nome de "SaudBucal".
3. Identificação da causa da redução do fluxo salivar para que se possa estabelecer o tratamento adequado. As duas primeiras abordagens garantem um hálito agradável; porém, exigem a manutenção desses cuidados. A terceira abordagem, uma vez realizada com sucesso, garante resultados mais duradouros, sem a necessidade de manutenção do uso de produtos para o controle de saburra, porque esse procedimento corresponde à eliminação da causa primária.

Mau hálito é o sopro que tem um odor desagradável. É também conhecido como halitose. Esse odor pode ocorrer de tempos em tempos, ou pode ser de longa duração, dependendo da causa.
 Mau hálito   Halitose
Milhões de bactérias vivem na boca, principalmente na parte de trás da língua. Em muitas pessoas, eles são as principais causas do mau hálito. A boca é quente, úmido são condições ideais para o crescimento dessas bactérias. A maioria mau hálito é causado por alguma coisa na boca.
Alguns tipos de mau hálito são considerados bastante normais. Eles geralmente não são problemas de saúde. Um exemplo é o “boca de manhã.” Isso ocorre devido a alterações na sua boca enquanto você dorme. Durante o dia, saliva elimina odores e deterioração de alimentos. O corpo produz menos saliva durante a noite. Sua boca fica seca, e as células mortas furar a sua língua e ao interior de suas bochechas.
Além disso, o mau hálito pode ser causado pelo seguinte:
• Falta de higiene dental
• Infecções na boca
• Infecções respiratórias – Garganta, sinusite ou infecção pulmonar
• Fonte externa – Alho, cebola, café, cigarro, fumo para mascar. Fumar e beber café, chá e / ou vinho tinto contribuirá para tornar os seus dentes descoloridos.
• Boca seca – Isso pode ser causado por problemas da glândula salivar, medicamentos ou “respiração boca.” Um grande número de prescrições e de balcão medicamentos causar boca seca.
• Doenças – Diabetes, doença hepática, doença renal, doença pulmonar, doença sinusal, doença do refluxo e outros
• Doença psiquiátrica – Algumas pessoas podem acreditar que tem mau hálito, mas outros não percebem isso.
Você não pode sempre saber que você tem mau hálito. Isso porque o odor das células do nariz, eventualmente, se acostumar com o cheiro. Outras pessoas podem perceber e reagir, afastando de você como você fala, ou fazendo uma careta.
Outros sintomas dependem da causa subjacente do mau hálito:
• Infecções na boca – Os sintomas dependem do tipo de infecção. Eles podem incluir:
o Vermelho ou gengivas inchadas que podem sangrar facilmente, especialmente após a escovação ou uso do fio dental
o Pus entre os dentes ou uma bolsa de pus de abscesso () na base de um dente
o dentes soltos ou uma mudança na forma como uma prótese se encaixa
o Dolorosas, feridas na boca ou gengivas
• Infecções respiratórias – Os sintomas podem incluir:
o Dor de garganta
o Inchaço dos gânglios linfáticos (glândulas inchadas “) no pescoço
o Febre
o nariz entupido
o Uma descarga amarelada ou esverdeada através do nariz
o A tosse que produz muco
• Secura da boca – Os sintomas podem incluir:
o Dificuldade para engolir alimentos secos
o Dificuldade para falar por muito tempo por causa da boca seca
o Queimação na boca
• Doenças – Os sintomas da diabetes, doença pulmonar, insuficiência renal ou doença hepática
Prevenção:
Mau hálito causado por problemas dentários podem ser evitadas facilmente com casa boa e cuidados profissionais.
Escovar os dentes, gengivas e língua após as refeições e usar fio dental diariamente. Este é o fator mais importante se o seu mau hálito é causado por problemas dentais.
Visite o dentista regularmente (pelo menos duas vezes por ano) para um exame e limpeza dos dentes.
Você também pode combater mau hálito, bebendo bastante água todos os dias para ajudar seu corpo a produzir saliva. Um bochecho ocasional da boca com a água pode soltar pedaços de comida, chicletes ou balas sem açúcar pode ajudar você a manter o hálito fresco.

RECEITAS 

Mousse de café Light

Dia 26 de junho foi o Dia Nacional do Combate ao Diabetes e esta semana achei mais do que justo colocar aqui uma receita dedicada aos diabéticos – o que não significa que todo o restante do mundo não possa ou deva experimentá-la. Muito pelo contrário. Ela é deliciosa até para quem não tem o hábito de consumir adoçantes especiais e é ideal para quem está em dieta de emagrecimento.

Prevenindo o Diabetes

O diabetes tipo 1 é mais difícil de se evitar e/ou prevenir por contar com fatores genéticos como causa da doença; já o diabetes tipo 2 pode ser evitado com hábitos e estilo de vida saudáveis, alimentação balanceada e prática de exercícios físicos desde a infância. Visitas periódicas ao médico e realização de exames regularmente são fundamentais para o diagnóstico precoce e tratamento adequados.

Vamos à receita,

Mousse de Café – Light/ Diet
(4 porções)

Deliciosa e ainda por cima light! (Foto: Renata Abdalla)
Ingredientes Mousse
  • 350 ml de leite desnatado
  • 100 gr de creme de leite light
  • 5 colheres (sopa) queijo cottage
  • 1 pacote de gelatina incolor e sem sabor
  • 5 colheres (sopa) de adoçante para culinária
  • 4 colheres (sopa) de chocolate em pó dietético
  • 4 colheres (chá) de café instantâneo
  • 2 cubos de gelo

Ingredientes Calda

  • 100 ml de leite desnatado
  • 3 colheres (chá) café instantâneo
  • 3 colheres (sopa) chocolate em pó dietético
  • 1 colher (sopa) margarina

Modo de Preparo Mousse

  • Em uma panela grande e de boca larga leve o leite para ferver com o adoçante, o café e o chocolate em pó até que tudo esteja dissolvido. Reserve e deixe esfriar bem.
  • Prepare a gelatina de acordo com as instruções da embalagem.
  • Leve a mistura do leite já fria ao liquidificador, acrescentando o creme de leite. Com o motor do aparelho ligado adicione a gelatina, despejando-a bem no centro do copo.
  • Ainda com o liquidificador funcionando adicione os 2 cubos de gelo e bata até que estejam completamente triturados.
  • Leve o creme para gelar por aproximadamente 3 horas ou até que esteja firme.
  • Bata novamente a mistura no liquidificador e leve para gelar por mais 1 hora.

Modo de Preparo Calda

  • Em uma panelinha ferva o leite com a margarina.
  • Desligue o fogo, coloque o café e o chocolate em pó e mexa até que estejam completamente dissolvidos.
  • Deixe esfriar e leve a geladeira por 1 hora para adquirir consistência.
  • Retire da geladeira e mantenha em temperatura ambiente até servir.

Finalização

  • Coloque 3 colheres de calda em um prato de sobremesa.
  • Utilize um boleador de sorvete ou uma colher funda para servir a mousse e acomode sobre a calda.
  • Se desejar regue com mais calda por cima.
  • Enfeite com raspas de chocolate diet ou chocolate granulado também diet.

Sugestão da chef Renata Abdalla:
Para quem não precisar ou não quiser a receita light/ diet é só substituir o adoçante por açúcar, e o chocolate em pó dietético pelo equivalente tradicional, ambos nas mesmas quantidades. Sugiro que o creme de leite light seja mantido para não alterar a textura do resultado final e a receita ficar menos gordurosa.

CUIDADO

Lipoaspiração: tudo o que você precisa saber

Lipoaspiração não é uma técnica de emagrecimento. Basta um pneuzinho aqui, uma gordurinha localizada acolá ou a imagem refletida no espelho não agradar para que a decisão de se submeter a uma lipoaspiração seja tomada. Mas você sabe como escolher um profissional de qualidade e quais cuidados são necessários antes e depois dessa cirurgia plástica, a mais realizada no Brasil (em 2009, 430 mil lipoaspirações foram feitas no país)?

Segundo o cirurgião plástico Fábio Saito, esse procedimento não é indicado para mulheres que querem emagrecer nem um tratamento eficaz para celulite ou obesidade. “A cirurgia serve apenas para mulheres que sofrem com a gordura localizada que não serão eliminadas somente com exercícios físicos e querem melhorar o contorno corporal. Existe um limite de gordura para ser retirado, a partir de uma determinada quantidade o risco do procedimento aumenta”.

Quem se submete à lipoaspiração dever ser saudável e relativamente magro, com pele firme, elástica e bom tônus muscular, e apenas 30% acima do peso ideal. Se você se encaixa nesse perfil, saiba quais os principais cuidados que você deve tomar para ter um resultado satisfatório:
 
  • Procure um médico indicado por alguém que conheça o trabalho dele. Esse profissional deve ser  especializado em cirurgia plástica e filiado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Marque consulta com pelo menos dois cirurgiões e compare;
  • Tenha uma conversa clara com seu médico: ele deve perguntar sobre suas expectativas com a cirurgia plástica, aconselhar qual o procedimento adequado, informar sobre o procedimento, falar sobre os riscos envolvidos e deixar a decisão final para você;
  • Cada médico tem um protocolo pós-cirúrgico, mas a cinta modeladora deve ser usada de um a dois meses;
  • A drenagem linfática feita por um profissional treinado é fundamental para diminuir a fibrose e ajudar no processo de recuperação;
  • Evite esforço por 1 ou 2 semanas;
  • Evite o sol para não ficar com manchas na pele, causadas pela presença de equimoses (roxos);
  • Atividades físicas podem e devem ser retomadas um mês e meio após a cirurgia;

O cirurgião também deve tomar algumas precauções para evitar a chamada “barriga de lipo”, aquela barriga irregular. “Isso acontece quando é feita uma lipoaspiração muito superficial do tecido subcutâneo, quando a cirurgia é agressiva demais ou se a paciente não cumprir as recomendações médicas no pós-operatório. O tecido celular subcutâneo (gordura) tem funções, como a de ajudar a regular a temperatura do corpo e de proteção do nosso corpo. Quando a irregularidade é muito visível, pode-se tentar o tratamento com técnicas diferentes. Mas o tratamento dessas irregularidades não é fácil”, conta Saito.

Ele também ressalta a importância da dieta e do exercício física depois da operação. Segundo estudo realizado pela pesquisadora Fabiana Bennatti, do qual a equipe da  Clínica Essere foi responsável pelos procedimentos cirúrgicos, observou-se que boa parte das mulheres que fazem lipoaspiração estão propensas a ganhar aumento de gordura visceral, que pode ser prejudicial em longo prazo. “Esse tipo de gordura é mais perigoso do que a gordura localizada logo abaixo da pele e está ligado ao aumento do risco de diabetes tipo 2 e de problemas cardíacos”.

Entenda como a lipoaspiração é feita (dados fornecidos pela Clínica Essere):

  • A lipoaspiração pode ser realizada isoladamente, ou em associação a outros procedimentos para redução do abdom;
  • Procedimentos de lipoaspiração podem durar de 1 a 5 horas, dependendo da extensão e técnica empregada. Antes de iniciar a lipoaspiração, a área tratada deve ser limpa e anestesiada. Dependendo da complexidade do procedimento e da quantidade de gordura a ser removida, usa-se anestesia geral,  ou local associada à sedação EV. Após sedação, o cirurgião realiza uma incisão simples ou múltiplas incisões abaixo da linha do biquíni ou no umbigo. Entretanto, o cirurgião pode fazer incisões em locais alternativos, dependendo do procedimento. As cicatrizes são escondidas nos contornos do corpo;
  • Embora existam várias técnicas de lipoaspiração, a técnica tumescente é a mais utilizada. Antes de remover a gordura, injeta-se líquido na área a ser tratada através de um dispositivo com orifício, denominado cânula. A solução, composta de solução salina, lidocaína e epinefrina, auxilia a anestesiar a área tratada, diminui a perda sanguínea e facilita a remoção da gordura;
  • O cirurgião insere a cânula de lipoaspiração na camada de gordura abaixo da pele, fazendo um movimento de vai e vem, soltando e separando a gordura na região. A sucção é feita com um aspirador cirúrgico conectado no lado oposto da cânula, a fim de remover a gordura. Em alguns casos, a gordura pode ser removida manualmente com seringa conectada à cânula. Após procedimento, as incisões são fechadas com sutura, embora algumas incisões são tão pequenas que cicatrizam sem pontos;
  • Pode haver dor, aumento de volume, e pequenos ferimentos após o procedimento;
  • É possível retornar ao trabalho em poucos dias e retomar as atividades normais em aproximadamente uma ou duas semanas. Nota-se melhora da aparência logo após cirurgia. Melhora ainda maior pode ser observada de 4 a 6 semanas após o procedimento, com redução do edema. Os resultados finais serão notados em aproximadamente 3 meses.


Adeus celulite!

Exercícios, alimentação saudável, drenagem linfática e cosméticos: passo a passo para amenizar os indesejados furinhos.

Quer se ver livre dos furinhos? É fácil! 

Alterações hormonais, gordura localizada, retenção líquida, sedentarismo, má circulação, genética: eis alguns dos fatores que desencadeiam a celulite. Por isso, seu tratamento exige uma abordagem multidisciplinar:
1. Identifique a causa
A celulite é um termo utilizado mundialmente para se referir a um quadro clínico que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, está presente em praticamente 100% das mulheres em alguma fase da vida. Nas áreas afetadas, há fibras que ligam a superfície aos tecidos mais profundos, que repuxam a pele para baixo, causando o temido aspecto acolchoado. "O diagnóstico correto possibilita a associação de tratamentos mais eficazes. Mas o sucesso está, sobretudo, na conscientização de que é necessária manutenção no longo prazo", ressalta a dermatologista Andrea Godoy.
2. Use sal com moderação
O sal contém sódio, responsável pela retenção de água no organismo e inchaço das células. "Pelo mesmo motivo, evite molho inglês e de soja (shoyu), bem como alimentos embutidos, pré-cozidos e defumados" recomenda a nutricionista Paula Carvalho, que sugere o uso de ervas para temperar. "Além de realçarem o sabor das receitas, a salsinha, a cebolinha, o alecrim e o tomilho, por exemplo, são aliados para prevenir doenças no estômago e ativar a digestão".
Hidrate o corpo sempre que possível para eliminar a terrível celulite. 
3. Mantenha o organismo hidratado
Grande parte das toxinas é expulsa do organismo por meio da urina e do suor. Se não houver hidratação suficiente, esse processo fica comprometido. "Água, chás e sucos contribuem para a diluição do sódio facilitando sua eliminação. Três litros por dia são suficientes", diz a médica inglesa Elisabeth Dancey, em The Cellulite Solution ("A Solução para a Celulite").
4. Movimente-se
Essencial na mudança da composição corporal, os exercícios físicos devem ser adequados às reais necessidades de cada um. "Para combater a celulite, é necessário que o percentual de gordura diminua com atividades aeróbicas (corrida, bicicleta, natação, hidroginástica) e a massa muscular aumente através do treino de força. Com isso, a musculatura cresce e estende a pele que está na superfície, garantindo a ela um aspecto mais firme e uniforme", ensina o personal trainer Daniel Mussi, que ainda alerta: nada de se acomodar. "A regularidade garante resultados satisfatórios bem como que os mesmos não se percam ao longo do tempo".
5. Aposte na drenagem linfática
A finalidade da drenagem é coletar os líquidos presos entre as células e conduzi-los aos vasos capilares para que sejam eliminados. "Trata-se de uma terapia que ajuda o sistema linfático a trabalhar melhor - ou seja, filtra o excesso de líquido e de toxinas que ficaram retidos nos tecidos, devolvendo-o ao sistema circulatório", explica a fisioterapeuta Maria Luiza Abraão. Na prática, com esse processo funcionando a todo o vapor, é possível diminuir o inchaço, melhorar a circulação e, consequentemente, a aparência da pele.
6. Invista em cosméticos
Sozinhos, os cremes não fazem milagres, pois tem uma capacidade limitada de alterar a estrutura do tecido gorduroso. Quando associados a outros tratamentos, são coadjuvantes poderosos. A dermatologista Beatriz Gonçalves afirma que, em geral, as formulações apresentam agem na quebra das células de gordura e no auxílio da drenagem linfática e da circulação. "Também deixam a pele mais firme, hidratada e macia", contou. Portanto, olho no rótulo. Os especialistas ouvidos pela reportagem apontam alguns ativos eficazes: cafeína, retinol, ginkgo biloba, centella-asiática,xantoxilina, floridzina e pilosella.
Realize a automassagem diariamente. Pode usar um creme hidratante para o exercício. 
7. Promova a automassagem
Usar cremes adequados é fundamental, não apenas pelo efeito cosmético, mas também pelo mecânico: aplicá-los com vigor gera uma melhor circulação que facilita a penetração do produto.
8. Inclua alimentos funcionais no cardápio
Priorize comidinhas que reparam, hidratam e revitalizam a pele. "Proteínas, frutas, legumes, verduras e carboidratos ricos em fibras compõem uma dieta antioxidante que ajuda a eliminar toxinas e, dessa forma, impedem que os radicais livres fragilizem os tecidos" resume Andrea Godoy. O ideal é incluir diariamente pelo menos dois desses grupos de alimentos no prato.
9. Estimule a circulação
Durante o banho, alterne água quente e água fria durante alguns minutos. Com o auxílio de uma esponja grossa, faça movimentos circulares. Uma vez por semana, inclua nesse ritual um esfoliante, pois remove as células-mortas, facilitando a penetração dos ativos dos cosméticos.
Abuse do chá na dieta! 
10. Beba chá
"Aliadas a bons hábitos, as plantas medicinais ajudam o corpo a se livrar das toxinas. Combinar até três tipos na hora do preparo potencializa os benefícios", garante a médica nutróloga Camila Bueno,que explica as propriedades de algumas delas: a carqueja tem efeito diurético e diminui os níveis de açúcar no sangue; o chá-verde estimula a digestão e facilita a queima de gordura; o gengibre prolonga saciedade e acelera o metabolismo; a sete-sangrias é levemente laxativa; a cavalinha tem poder desintoxicante; a hamamélis tem ação anti-inflamatória; a castanha-da-índia melhora a permeabilidade dos vasos, diminuindo o inchaço. Para garantir os efeitos terapêuticos, coloque a água para ferver e assim que surgirem as primeiras bolhas de ar apague para, então, acrescentar a erva. Acrescente a erva (2 colheres de sopa para 1 litro de água) e abafe por 5 minutos.

Tire suas dúvidas sobre saúde dos cabelos

Por um mundo no qual a convivência com o cabelo seja pacífica. 

Existe um limite para o crescimento do cabelo? Por que os fios param de crescer e por que ele parece diferente quando viajamos? Essas são algumas das perguntas que sempre nos fazemos. Afinal, quem nunca teve um confronto com os fios, principalmente depois de acordar?

Mas não temam! O cabelo não tem vontade própria e é possível sairmos intactos dessa briga. Confira o que a dermatologista Cristine Carvalho tem a dizer sobre a saúde das madeixas:

Usar o secador nos cabelos todos os dias pode estragar os fios?

Na verdade, segundo a doutora, o importante não é necessariamente quantas vezes você usa o secador por semana ou se você usa o secador todos os dias. O ponto crucial dessa questão é estar atento à temperatura do secador, pois se você usa sempre o secador na temperatura máxima e muito próximo aos fios, o calor que sai pode causar o aparecimento de pequenas bolhas na parte interna da haste capilar. “Estas bolhas danificam e desidratam a queratina do fio, provocando a quebra e outros danos ao cabelo”, ensina Cristine. Assim, se você precisa usar o secador diariamente, é melhor diminuir a temperatura. Isso pode não ser prático, mas é o mais recomendável.  Se você não consegue reduzir o calor, use sempre produtos que ofereçam proteção térmica aos fios.

Há como melhorar o aspecto dos cabelos oleosos?

O cabelo oleoso é determinado pela genética ou por doenças do couro cabeludo, que podem aumentar a produção de sebo no local. Existem medicamentos que podem diminuir a quantidade de oleosidade da pele e do cabelo, como o Roacutan. Mas não existe um tratamento que possa reduzir definitivamente a quantidade de oleosidade que seu organismo produz. Se você tem realmente um cabelo oleoso, você deve procurar lavá-lo tão frequentemente quanto possível, para manter a oleosidade sob controle. Outra sugestão da dermatologista é fazer o diagnóstico correto, para saber se não há alguma doença que esteja provocando isso.

O que é normal quando se trata de queda de cabelos?

Diariamente, podemos perder entre 50-100 fios de cabelo. “Se você perceber que está perdendo muito mais do que isso, ou se o seu cabelo está caindo em um só lugar, consulte o seu dermatologista”, alerta a doutora.  “Fatores do estilo de vida - como dieta e estresse -  podem afetar a perda de cabelo. Doenças como a anemia e o envelhecimento também são causas para a queda”.

O cabelo pode ser condicionado a se comportar de uma maneira diferente?
“Não sem causar algum dano ao longo do caminho”, afirmou Cristine. Você não pode realmente mudar a textura do cabelo, sem danificá-lo. Há uma grande quantidade de produtos no mercado que podem fortalecer, desembaraçar e dar volume. Para realmente mudar a estrutura do cabelo, você teria que fazer isso quimicamente, o que enfraquece os fios.

O que causa as pontas duplas? Há uma forma de repará-las?
De acordo com a dermatologista, as extremidades rachadas são resultado do envelhecimento do próprio fio de cabelo. A ponta é a parte mais antiga do cabelo, que cresce geralmente para fora do folículo, de quatro a seis anos, de modo que as extremidades já foram alvo de muitos danos. “É como uma corda: as extremidades vão se desgastando”. Não há nada que você realmente possa fazer para evitar este processo. Você pode aplicar um produto reparador no cabelo e dar às pontas duplas uma aparência melhor, mas você não pode curá-las ou consertá-las, exceto se cortá-las.

Por que o cabelo fica diferente quando viajamos?
A umidade (ou a falta dela) é o maior fator que pode afetar o seu cabelo. Você pode tentar evitar este processo, usando um produto de alisamento do cabelo, antes de viajar para um lugar menos úmido. Mas se o seu cabelo tem um  frizz natural, não há muito o que você possa fazer.

Há algum problema em lavar os cabelos todos os dias?

Para algumas pessoas, lavar os cabelos todos os dias não traz malefício algum, pois existe um tipo de fio que realmente precisa de uma limpeza diária. Nesse caso, há benefícios para o cabelo, que se livra dos fios mortos. Mas se você pode evitar lavar os cabelos todos os dias, faça isto. Este pode ser o melhor caminho a ser percorrido, especialmente em relação à lavagem. É o mesmo raciocínio empregado para a pele: tomar muitos banhos diários traz prejuízos à pele. Secar o couro cabeludo todos os dias pode torná-lo mais propenso à quebra e a outros danos. Ainda assim, se você gosta de lavar o cabelo todos os dias, tente tirar uma folga nos fins de semana ou uma vez por semana, pelo menos.

Há um limite para o crescimento do cabelo?
Existe, e ele é diferente para cada um. O limite para o crescimento do cabelo depende de quanto tempo o folículo piloso permanece em fase de crescimento. Para que o seu cabelo atinja três metros de comprimento, ele tem que crescer por seis anos. Algumas pessoas têm um cabelo que faz isso, já os folículos dos cabelos de algumas pessoas entram numa fase de repouso mais cedo do que isso. Normalmente, os fios de cabelo são destinados  a crescer entre dois e três metros de comprimento

Dieta anti-TPM: emagreça e alivie os sintomas


Deixe a piração da TPM de lado. TPM. Corpo inchado, cólicas insuportáveis, seios doloridos e os menores problemas parecem ser o fim do mundo... É, a tensão pré-menstrual não é facil para ninguém, sejam mulheres ou homens (que tentam nos suportar nessa fase).

Contudo, para a alegria do sexo feminino (e masculino, diga-se de passagem), o clínico geral norte-americano Mike Moreno escreveu, no livro “A dieta dos 17 dias”, algumas dicas que prometem acabar com os sintomas terríveis que a mulherada sente no pré-menstrual e, pasmem!, emagrecer nesse período.

Primeiramente, a mulher deve saber se ela realmente sofre com a TPM. Responda ao teste:

Você tem algum desses sintomas imediatamente antes e/ou durante a menstruação?
  • Depressão
  • Dor de cabeça
  • Desejo por determinados alimentos
  • Inchaço
  • Cólicas
  • Sensação de tristeza
  • Desejo de se isolar das situações sociais
  • Irritabilidade
  • Fadiga
  • Ansiedade
  • Pesadelos
  • Náusea
  • Oscilações de humor
  • Sensibilidade nas mamas
  • Crises de choro
  • Distúrbios de sono
  • Ondas de calor
  • Aumento de peso
* Se você apresenta cinco ou mais desses sintomas, provavelmente sofre de TPM. Se apresentar menos de cinco, talvez tenha apenas desconforto menstrual simples. 
Se você sofre de TPM, então saiba o que incluir na sua dieta:

Salmão e outros peixes:
  ricos em proteínas, eles também contêm ácidos graxos ômega-3, que atenuam cólicas e outros sintomas. Também ajudam a a estabilizar as oscilações de humor. Alguns exemplos de peixes indicados são: salmão, atum, linguado, sardinha, cavala e arenque. Receita para a dieta: coma de 2 a 3 porções de frutos do mar por uma semana.
Salmão, uma ótima opção! 
Outras proteínas magras: a ingestão favorece a obtenção de selênio, importante mineral anti-TPM, uma vez que a ansiedade característica é comum à deficiência desse mineral. Alguns exemplos: carnes vermelhas magras, frango, frutos do mar (como atum). Receita para a dieta: procure ingerir pelo menos 3 porções de proteínas magras por dia (como 3 castanhas-do-pará todos os dias) durante uma semana.Castanha-do-pará. Ansiedade, esse é o seu fim. 

Proteínas da soja: Tofu, tempeh, leite de soja e edamame (soja em vagem cozida) contêm hormônios vegetais, os isoflavonas, que aliviam os sintomas da TPM. Ajudam o corpo a absorver o excesso de estrogênio e de progesterona (são eles que causam o mal-humor,  o inchaço e as cólicas).Receita para a dieta: coma alimentos à base de soja como petiscos durante a menstruação.Tofu, o terror dos sintomas. 
Para aquelas que associam carboidratos ao que há de pior na alimentação, uma novidade: esse tipo dá a sensação …
Carboidratos naturais: eles são os grandes produtores da serotonina, a fantástica substância cerebral que fornece a sensação de bem-estar. Os carboidratos complexos (cereais integrais, legumes, verduras e frutas) são aqueles que, por serem decompostos lentamente, mantêm os níveis de açúcar no sangue estáveis. Receita para a dieta:inclua 3 porções diárias dos seguintes alimentos por uma semana: ½ xícara de aveia cozida, 1 xícara de cereal rico em fibras, 1 fatia de  pão integral, ½ xícara de feijão e leguminosas, 1 batata doce, ½ xícara de milho, ½ xícara de cevada e ½ xícara de arroz integral

Legumes e verduras que eliminam água: 
uma série de alimentos de origem vegetal são diuréticos, ou seja, ajudam o corpo a eliminar água. Eles contêm magnésio, potássio, cálcio e outros nutrientes que podem aliviar a TPM. O aspargo, com a aspargina, é um dos mais eficazes. Hortaliças, ricas em fibras, também aliviam o inchaço abdominal.Receita para a dieta: durante uma semana coma em quantidas generosas esses alimentos: agrião, alface, aspargos, beterraba, espinafre, pepino, salsinha e tomate
Frutas com alto teor de açúcar: assim como legumes, elas são ricas em potássio e, como doces naturais, ajudam a conter a vontade de ingerir açúcar. Alguns exemplos são: banana, melão-cantalupo, uva e manga. Frutas ricas em fibras (como maçã, pera e frutas vermelhas) também aliviam. Observação: tente consumir a fruta pura ao invés do suco, que é apenas o puro açúcar.Receita para a dieta: coma diariamente 3 porções de frutas frescas por uma semana.Fruta no lugar do suco, meninas! O suco é açúcar puro. 
Probióticos e alimentos ricos em cálcio: essas bactérias podem eliminar o inchaço. Podem ser ingeridos sob forma de suplementos ou em alimentos, como o iogurte, que tem um importante mineral anti-TPM: o cálcio. A deficiência desse mineral agrava as flutuações hormonais. Receita para a dieta: coma diariamente 2 porções de probióticos por uma semana. Probióticos podem ser ingeridos como suplementos ou em iogurte. 
Gorduras anti-TPM: elas provêm o corpo com os ácidos-graxos necessários para o metabolismo dos hormônios ser eficiente. Como o corpo é incapaz de produzir esse conjunto de gorduras, o correto é obtê-las por meio da alimentação. O óleo de prímula, um exemplo, pode ser tomado em forma de cápsula. O óleo de linhaça, com ômega-3, também é ideal para ser consumido durante a menstruação: ele auxilia no controle hormonal. Receita para a dieta: consuma de 1 a 2 colheres de sopa de óleo de linhaça durante uma semana.Óleo de linhaça é uma das gorduras que aceleram o metabolismo. 
Chocolate: Sim, vocês leram certo! Chocolate...  ah, o chocolate! Se é permitido comer um pouco durante a menstruação é uma questão ainda discutível entre os médicos. Para o Dr. Mike, ele estimula a produção de serotonina e contém feniletilamina, que ocorre em maiores concentrações quando se está apaixonado. Ou seja, ele basicamente acaba com o mau-humor. Receita para a dieta:  o consumo diário deve ser de, nó máximo, 15g a 30g de chocolate amargo, ou de baixa caloria, durante uma semana.Comemorem! Pode comer chocolate durante a TPM. 







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