Veja 10 dicas sobre documentação, IPVA e licenciamento
O WebMotors separou algumas dicas sobre os tributos e documentações envolvendo os automóveis e motoristas. Além das dicas, aplicamos um guia com todos os links dos Detran do país. Afinal, o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) é um órgão dos governos estaduais para fiscalizar todo o processo de trânsito no Estado. O Detran também é o responsável pela emissão da CNH – Carteira Nacional de Habilitação, credenciamento de fabricantes de placas e tarjetas dos veículos e por gerenciar o sistema de multas, IPVA e de pontos na carteira de motorista. Seguem as dicas:
1- Qual o prazo que tenho para continuar usando minha CNH após vencimento? De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, o prazo é de trinta dias após vencimento.
2- Acabei de receber uma multa de cinco pontos na minha carteira de habilitação, por quanto tempo ficará constando a pontuação? Por um ano, a contar da data do cometimento da infração.
3 - Estou comprando um veículo e gostaria de consultá-lo, como posso fazer? As informações básicas podem ser acessadas no site do Detran (www.denatran.gov.br) em “serviços on-line”, na seção Renavam. Outras informações também podem ser consultadas no Detran em que o veículo foi licenciado.
4- O que é e para que serve o Renavam? O Renavam é o Registro Nacional de Veículos Automotores. Trata-se de um grande banco de dados que registra toda a vida do veículo, desde seu “nascimento” (quando o fabricante ou importador registra seus dados originais), passando pelo emplacamento, troca de propriedade, mudança de estado, mudanças de características até sua “morte” quando este sai de circulação. O Renavam possui uma arquitetura de bases distribuídas, composto de uma base nacional (Denatran) e das bases estaduais (Detran). Todas estas bases estão integradas e em comunicação constante.
5- O que é DPVAT? Quem o administra? O Seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre ou por sua Carga a Pessoas Transportadas ou Não) foi criado em 1974, para amparar as vítimas de acidentes com veículos em todo o território nacional, não importando de quem seja a culpa. Como se vê, trata-se de um seguro eminentemente social. Estão cobertos pelo Seguro DPVAT todos os cidadãos, em qualquer parte do Brasil, sejam eles motoristas, passageiros ou pedestres. O Seguro DPVAT oferece três tipos de coberturas: morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médico-hospitalares comprovadas (DAMS).
A Companhia responsável pela emissão e recebimento do DPVAT é a Seguradora Líder DPVAT. Pedimos que encaminhe seu questionamento por meio do site (http://www.dpvatseguro.com.br) ou entre em contato pelo telefone 0800 0221204.
6 - Preciso de informações sobre o IPVA do meu carro, como posso obtê-las? Qualquer informação sobre o IPVA deve ser dirigida junto à Secretaria de Fazenda do Estado respectivo.
7 - Como posso pagar adiantado?
Para pagar o imposto o contribuinte deve ir com o número do Renavan (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo) às agências bancárias credenciadas de cada Estado. O pagamento pode ser feito também por meios eletrônicos, como caixas de auto-atendimento ou internet. Em alguns Estados, as lotéricas ligadas à Caixa Econômica Federal também fazem o recolhimento.
8 - O que acontece se eu rodar sem pagar o IPVA? Se você deixar de pagar o imposto são cobrados multa fracionada dia-a-dia, até o limite máximo de 20%, e juros de 1% ao mês. O comprovante de pagamento do IPVA não substitui o documento de licenciamento do veículo. O CRLV (Certificado de Licenciamento do Veículo) só será entregue pelo Detran com o pagamento do IPVA efetuado. Sem o documento regularizado você pode ter o seu automóvel apreendido. Outra implicação é que, em caso de ocorrências de trânsito, você sempre será o culpado, mesmo que o erro tenha sido do outro condutor.
9 - Quando o DPVAT (Seguro Obrigatório) vence? A lei determina que o Dpvat deve ser pago anualmente com a cota única ou primeira parcela do IPVA. O veículo que não paga esta taxa poderá ter os mesmos problemas com a fiscalização indicados acima, pois não será considerado devidamente licenciado.
10 - Tenho dinheiro para pagar tudo? Se o seu automóvel está cheio de dívidas, IPVA atrasado, licenciamento vencido e multas caducando, uma opção segura e viável é o Crédito Certo Santander. Com o carro rodando cheio de pendências você pode correr o risco de tê-lo aprendido em uma fiscalização. Como toda a conta, o IPVA também é reajustado conforme os juros diários.
Guia de Detrans:
- Detran de Minas Gerais: https://wwws.detrannet.mg.gov.br
- Detran do Distrito Federal: http://www.fazenda.df.gov.br
- Detran da Bahia: http://www.sefaz.ba.gov.br
- Detran do Alagoas: http://www.sefaz.al.gov.br
- Detran do Acre: http://www.ac.gov.br
- Detran do Maranhão: http://www.detran.ma.gov.br
- Detran de Goiás: http://www.detran.goias.gov.br
- Detran do Espírito Santo: http://www.detran.es.gov.br
- Detran de Mato Grosso: http://www.detran.mt.gov.br
- Detran de Mato Grosso do Sul: http://www.detran.ms.gov.br
- Detran da Paraiba: http://www.detran.pb.gov.br
- Detran do Paraná: http://www.detran.pr.gov.br
- Detran de Pernambuco: http://www.detran.pe.gov.br
- Detran do Pará: http://www.detran.pa.gov.br
- Detran do Piauí: http://www.detran.pi.gov.br/
- Detran do Rio Grande do Sul: http://www.detran.rs.gov.br
- Detran do Rio Grande do Norte: http://www.detran.rn.gov.br
- Detran do Rio de Janeiro: http://www.fazenda.rj.gov.br
- Detran do Piaui: http://www.detran.pi.gov.br
- Detran de Roraima: http://www.detran.rr.gov.br
- Detran de Rondônia: http://www.portal.sefin.ro.gov.br/site/index.action
- Detran de Santa Catarina: http://consultas.ciasc.gov.br/detran
- Detran São Paulo: http://www.detran.sp.gov.br
- Detran de Sergipe: http://www.detran.se.gov.br
- Detran de Tocantins: http://www.detran.to.gov.br
- Detran do Ceará: http://www.detran.ce.gov.br
- Detran do Amazonas: http://www.detran.am.gov.br
1- Qual o prazo que tenho para continuar usando minha CNH após vencimento? De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, o prazo é de trinta dias após vencimento.
2- Acabei de receber uma multa de cinco pontos na minha carteira de habilitação, por quanto tempo ficará constando a pontuação? Por um ano, a contar da data do cometimento da infração.
3 - Estou comprando um veículo e gostaria de consultá-lo, como posso fazer? As informações básicas podem ser acessadas no site do Detran (www.denatran.gov.br) em “serviços on-line”, na seção Renavam. Outras informações também podem ser consultadas no Detran em que o veículo foi licenciado.
4- O que é e para que serve o Renavam? O Renavam é o Registro Nacional de Veículos Automotores. Trata-se de um grande banco de dados que registra toda a vida do veículo, desde seu “nascimento” (quando o fabricante ou importador registra seus dados originais), passando pelo emplacamento, troca de propriedade, mudança de estado, mudanças de características até sua “morte” quando este sai de circulação. O Renavam possui uma arquitetura de bases distribuídas, composto de uma base nacional (Denatran) e das bases estaduais (Detran). Todas estas bases estão integradas e em comunicação constante.
5- O que é DPVAT? Quem o administra? O Seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre ou por sua Carga a Pessoas Transportadas ou Não) foi criado em 1974, para amparar as vítimas de acidentes com veículos em todo o território nacional, não importando de quem seja a culpa. Como se vê, trata-se de um seguro eminentemente social. Estão cobertos pelo Seguro DPVAT todos os cidadãos, em qualquer parte do Brasil, sejam eles motoristas, passageiros ou pedestres. O Seguro DPVAT oferece três tipos de coberturas: morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médico-hospitalares comprovadas (DAMS).
A Companhia responsável pela emissão e recebimento do DPVAT é a Seguradora Líder DPVAT. Pedimos que encaminhe seu questionamento por meio do site (http://www.dpvatseguro.com.br) ou entre em contato pelo telefone 0800 0221204.
6 - Preciso de informações sobre o IPVA do meu carro, como posso obtê-las? Qualquer informação sobre o IPVA deve ser dirigida junto à Secretaria de Fazenda do Estado respectivo.
7 - Como posso pagar adiantado?
Para pagar o imposto o contribuinte deve ir com o número do Renavan (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo) às agências bancárias credenciadas de cada Estado. O pagamento pode ser feito também por meios eletrônicos, como caixas de auto-atendimento ou internet. Em alguns Estados, as lotéricas ligadas à Caixa Econômica Federal também fazem o recolhimento.
8 - O que acontece se eu rodar sem pagar o IPVA? Se você deixar de pagar o imposto são cobrados multa fracionada dia-a-dia, até o limite máximo de 20%, e juros de 1% ao mês. O comprovante de pagamento do IPVA não substitui o documento de licenciamento do veículo. O CRLV (Certificado de Licenciamento do Veículo) só será entregue pelo Detran com o pagamento do IPVA efetuado. Sem o documento regularizado você pode ter o seu automóvel apreendido. Outra implicação é que, em caso de ocorrências de trânsito, você sempre será o culpado, mesmo que o erro tenha sido do outro condutor.
9 - Quando o DPVAT (Seguro Obrigatório) vence? A lei determina que o Dpvat deve ser pago anualmente com a cota única ou primeira parcela do IPVA. O veículo que não paga esta taxa poderá ter os mesmos problemas com a fiscalização indicados acima, pois não será considerado devidamente licenciado.
10 - Tenho dinheiro para pagar tudo? Se o seu automóvel está cheio de dívidas, IPVA atrasado, licenciamento vencido e multas caducando, uma opção segura e viável é o Crédito Certo Santander. Com o carro rodando cheio de pendências você pode correr o risco de tê-lo aprendido em uma fiscalização. Como toda a conta, o IPVA também é reajustado conforme os juros diários.
Guia de Detrans:
- Detran de Minas Gerais: https://wwws.detrannet.mg.gov.br
- Detran do Distrito Federal: http://www.fazenda.df.gov.br
- Detran da Bahia: http://www.sefaz.ba.gov.br
- Detran do Alagoas: http://www.sefaz.al.gov.br
- Detran do Acre: http://www.ac.gov.br
- Detran do Maranhão: http://www.detran.ma.gov.br
- Detran de Goiás: http://www.detran.goias.gov.br
- Detran do Espírito Santo: http://www.detran.es.gov.br
- Detran de Mato Grosso: http://www.detran.mt.gov.br
- Detran de Mato Grosso do Sul: http://www.detran.ms.gov.br
- Detran da Paraiba: http://www.detran.pb.gov.br
- Detran do Paraná: http://www.detran.pr.gov.br
- Detran de Pernambuco: http://www.detran.pe.gov.br
- Detran do Pará: http://www.detran.pa.gov.br
- Detran do Piauí: http://www.detran.pi.gov.br/
- Detran do Rio Grande do Sul: http://www.detran.rs.gov.br
- Detran do Rio Grande do Norte: http://www.detran.rn.gov.br
- Detran do Rio de Janeiro: http://www.fazenda.rj.gov.br
- Detran do Piaui: http://www.detran.pi.gov.br
- Detran de Roraima: http://www.detran.rr.gov.br
- Detran de Rondônia: http://www.portal.sefin.ro.gov.br/site/index.action
- Detran de Santa Catarina: http://consultas.ciasc.gov.br/detran
- Detran São Paulo: http://www.detran.sp.gov.br
- Detran de Sergipe: http://www.detran.se.gov.br
- Detran de Tocantins: http://www.detran.to.gov.br
- Detran do Ceará: http://www.detran.ce.gov.br
- Detran do Amazonas: http://www.detran.am.gov.br
10 dicas para melhorar sua relação
Infelizmente tenho visto crescendo cada vez mais o número de pessoas que terminam relacionamento por se sentirem infelizes e pouco correspondidas. Até aí, tudo bem, porém, sinto que as pessoas estão cada vez mais perdidas em relação a qual atitude tomar, o que se deve fazer para melhorar o relacionamento e através das dificuldades preferem optar pelo término ao invés de tentar melhorar.
Após anos de atendimentos pude perceber que existem situações que se repetem na maioria dos relacionamentos que fracassam. Foi aí que tive a idéia de elaborar algumas dicas simples que fazem uma enorme diferença para o relacionamento dar certo.
Aí vão 10 dicas básicas, mas muito importantes:
Comunicação, a base do sucesso – Nunca existirá nenhum tipo de relacionamento, seja afetivo ou profissional, que consiga prosperar sem uma comunicação honesta e transparente. Vejo muitos pacientes, principalmente mulheres dizendo: "Tenho medo de falar o que penso, pois ele pode não gostar e terminar a relação". Minha pergunta é: "Um relacionamento assim é honesto?". Não... não é honesto. É muito importante seu parceiro saber o que está acontecendo, saber seus medos, suas insatisfações, suas angústias, para que aí sim, entendendo suas emoções poderá corresponder aos seus anseios. Ninguém nunca irá melhorar sem saber o que o outro sente e pensa.
Elimine o fantasma – Quando digo elimine o fantasma, faço uma relação direta com a comunicação. As vezes as pessoas começam a entrarem devaneios, achando que o parceiro não ama mais, trai, está sem motivação, etc. Costumo dizer repetidamente que qualquer pequena preocupação ou fantasia negativa que se tem dentro de um relacionamento e esta não é compartilhada com o parceiro, a fim de resolver, certamente virará um mostro avassalador que destruirá a relação.
Seja um bom ouvinte – É importante ouvir o parceiro antes de julgá-lo. Muitas pessoas quando ouvem alguma crítica de seu parceiro, antes mesmo de deixá-lo expor todas as suas idéias, já acabam se entorpecendo pela raiva e começam a se defender e muitas vezes agredir. Ouvir é fundamental e extremamente importante para o crescimento da relação. Só sabendo ouvir você conseguirá perceber o que está acontecendo com a relação. O que seu parceiro está sentindo, o que espera e aí sim, construir uma base sólida.
Aprenda a conceder – Nesta dica quero deixar em destaque uma frase que acho bastante importante: ninguém veio ao mundo para suprir todas as suas expectativas! Existem pessoas dentro de um relacionamento que acabam sendo inflexíveis, achando que o parceiro deve ser o que idealizou. Grande erro! Temos nossa individualidade, nossas vontades pessoais, ambições, portanto, é importante conceder para uma relação equilibrada. Porque proibir seu marido de jogar aquele futebolzinho de final de semana? Porque proibir a sua esposa de rever as amigas de colégio? Para muitos estas frases podem parecer surreais, mas para uma grande maioria, estas fazem parte do cotidiano. Não haverá felicidade na relação se não houver a flexibilidade, entendendo sempre as necessidades do outro, afinal quem ama quer ver o outro feliz!
Valorize sua individualidade – Um erro clássico que ocorre com freqüência é diminuir ou finalizar totalmente os relacionamento com amigos, familiares, ao iniciar uma relação. Obviamente que todo começo de relacionamento é algo fantasticamente prazeroso, porém, não podemos deixar a nossa vida de lado pela relação. Seria jogar todas as responsabilidades em seu parceiro. Isso sobrecarregará a relação. Assusta-me a frase “ele é o ar que eu respiro” ou, “a razão do meu viver”. Negativo, leitor. O ar que você respira chama-se oxigênio e a razão do seu viver é a felicidade. O relacionamento tem que ocupar apenas um núcleo dentro de nossa vida. Costumo dizer que temos o núcleo família, o núcleo amigos, o núcleo trabalho, outros núcleos e o núcleo relacionamento será mais um, apenas mais um que certamente somará a sua vida.
Controle o seu ciúme – Pesquisas mostram que até o bebê desenvolve o ciúme logo nos primeiros meses. É normal queremos valorizar o que é nosso, é normal queremos cuidar, é normal não querermos perder, porém, sufocar alguém com seu ciúme, isso levará com toda a certeza ao fracasso da relação. Ninguém é feliz com alguém desconfiando 24 horas por dia, monitorando “via satélite” cada passo dado. Isso tornará insuportável, portanto, tenho uma dica a seguir para controlar este ciúme.
Valorize-se e cuide de sua autoestima – A única forma de diminuirmos o ciúme doentio é cuidar de nós mesmos. Se valorize, busque o equilíbrio, invista em você, cuide de seu corpo, de sua saúde emocional. Quantas vezes percebo pessoas priorizando o outro ao invés de priorizar a si mesmo. Não estou falando de egoísmo, mas quanto mais eu me sinto inferior, feio, desequilibrado, mais eu acho que meu parceiro irá me trocar por qualquer outra pessoa. Quanto mais estou de bem comigo mesmo, mais me sinto valorizado e mais certeza eu tenho que sou merecedor do afeto do outro, sentindo que valho a pena.
Use a criatividade – No começo do relacionamento pensamos sempre em surpreender o parceiro. Escrevemos cartinhas, mandamos flores, mensagens, torpedo. Depois surge a síndrome do “passei pro nome”, ou seja, baseado na segurança de que o parceiro está totalmente na sua, você acaba aniquilando sua criatividade e investimentos na relação. Deixam de dizer eu te amo, deixar de mandar os torpedinhos, entram totalmente na rotina. Que tal cuidar da relação diariamente? Nunca irei me esquecer de uma senhora que atendi a alguns anos, de aproximadamente 60 anos, que me disse que ela e o marido instituíam a sexta-feira do casal. Independente de terem filhos, desde que se casaram todas as sextas feiras eram ocupadas por um programa a 2, apenas a 2. Afirmo com convicção que mesmo aos 60 anos, ela dizia que as sextas feiras se sentia a “namorada de sempre”.
Não compare o passado com o presente – Se alguém tem o desejo de que o parceiro desperte os mesmos sentimentos das primeiras semanas, ou tenha as mesmas atitudes dos primeiros dias de namoro se frustrará com toda certeza. No início de todo relacionamento todos nós temos aquele friozinho no estômago, aquela vontade de falar absolutamente em todos os minutos. Isso ocorre muito pelo fator novidade. Todas as situações novas geram maiores expectativas, portanto, aquele momento sempre será único, o que não pode em hipótese alguma desmerecer os momentos seguintes. As sensações mudam, as atitudes mudam, porém, devemos valorizar os pequenos sinais de afeto para tornar o relacionamento cada dia tão importante quanto o dia anterior.
Não se prive de demonstrar afeto – Muitas pessoas pensam da seguinte forma: não vou ficar falando que amo, que adoro, que estou apaixonada, pois o parceiro irá se sentir muito seguro e conseqüentemente não valorizará a relação. Obviamente sempre sugiro: não se coloque na “bandeja”. O ser humano carece de conquistas, portanto, a plena e total segurança pode desvalorizar a relação. Porém, nunca deixe de expressar o que sente. Não tenha medo de ser feliz e obviamente se este amor e dedicação não forem correspondidos, pense que quando escolhemos alguém, deixamos outras várias oportunidades de lado, portanto, tem que valer a pena.
Após anos de atendimentos pude perceber que existem situações que se repetem na maioria dos relacionamentos que fracassam. Foi aí que tive a idéia de elaborar algumas dicas simples que fazem uma enorme diferença para o relacionamento dar certo.
Aí vão 10 dicas básicas, mas muito importantes:
Comunicação, a base do sucesso – Nunca existirá nenhum tipo de relacionamento, seja afetivo ou profissional, que consiga prosperar sem uma comunicação honesta e transparente. Vejo muitos pacientes, principalmente mulheres dizendo: "Tenho medo de falar o que penso, pois ele pode não gostar e terminar a relação". Minha pergunta é: "Um relacionamento assim é honesto?". Não... não é honesto. É muito importante seu parceiro saber o que está acontecendo, saber seus medos, suas insatisfações, suas angústias, para que aí sim, entendendo suas emoções poderá corresponder aos seus anseios. Ninguém nunca irá melhorar sem saber o que o outro sente e pensa.
Elimine o fantasma – Quando digo elimine o fantasma, faço uma relação direta com a comunicação. As vezes as pessoas começam a entrarem devaneios, achando que o parceiro não ama mais, trai, está sem motivação, etc. Costumo dizer repetidamente que qualquer pequena preocupação ou fantasia negativa que se tem dentro de um relacionamento e esta não é compartilhada com o parceiro, a fim de resolver, certamente virará um mostro avassalador que destruirá a relação.
Seja um bom ouvinte – É importante ouvir o parceiro antes de julgá-lo. Muitas pessoas quando ouvem alguma crítica de seu parceiro, antes mesmo de deixá-lo expor todas as suas idéias, já acabam se entorpecendo pela raiva e começam a se defender e muitas vezes agredir. Ouvir é fundamental e extremamente importante para o crescimento da relação. Só sabendo ouvir você conseguirá perceber o que está acontecendo com a relação. O que seu parceiro está sentindo, o que espera e aí sim, construir uma base sólida.
Aprenda a conceder – Nesta dica quero deixar em destaque uma frase que acho bastante importante: ninguém veio ao mundo para suprir todas as suas expectativas! Existem pessoas dentro de um relacionamento que acabam sendo inflexíveis, achando que o parceiro deve ser o que idealizou. Grande erro! Temos nossa individualidade, nossas vontades pessoais, ambições, portanto, é importante conceder para uma relação equilibrada. Porque proibir seu marido de jogar aquele futebolzinho de final de semana? Porque proibir a sua esposa de rever as amigas de colégio? Para muitos estas frases podem parecer surreais, mas para uma grande maioria, estas fazem parte do cotidiano. Não haverá felicidade na relação se não houver a flexibilidade, entendendo sempre as necessidades do outro, afinal quem ama quer ver o outro feliz!
Valorize sua individualidade – Um erro clássico que ocorre com freqüência é diminuir ou finalizar totalmente os relacionamento com amigos, familiares, ao iniciar uma relação. Obviamente que todo começo de relacionamento é algo fantasticamente prazeroso, porém, não podemos deixar a nossa vida de lado pela relação. Seria jogar todas as responsabilidades em seu parceiro. Isso sobrecarregará a relação. Assusta-me a frase “ele é o ar que eu respiro” ou, “a razão do meu viver”. Negativo, leitor. O ar que você respira chama-se oxigênio e a razão do seu viver é a felicidade. O relacionamento tem que ocupar apenas um núcleo dentro de nossa vida. Costumo dizer que temos o núcleo família, o núcleo amigos, o núcleo trabalho, outros núcleos e o núcleo relacionamento será mais um, apenas mais um que certamente somará a sua vida.
Controle o seu ciúme – Pesquisas mostram que até o bebê desenvolve o ciúme logo nos primeiros meses. É normal queremos valorizar o que é nosso, é normal queremos cuidar, é normal não querermos perder, porém, sufocar alguém com seu ciúme, isso levará com toda a certeza ao fracasso da relação. Ninguém é feliz com alguém desconfiando 24 horas por dia, monitorando “via satélite” cada passo dado. Isso tornará insuportável, portanto, tenho uma dica a seguir para controlar este ciúme.
Valorize-se e cuide de sua autoestima – A única forma de diminuirmos o ciúme doentio é cuidar de nós mesmos. Se valorize, busque o equilíbrio, invista em você, cuide de seu corpo, de sua saúde emocional. Quantas vezes percebo pessoas priorizando o outro ao invés de priorizar a si mesmo. Não estou falando de egoísmo, mas quanto mais eu me sinto inferior, feio, desequilibrado, mais eu acho que meu parceiro irá me trocar por qualquer outra pessoa. Quanto mais estou de bem comigo mesmo, mais me sinto valorizado e mais certeza eu tenho que sou merecedor do afeto do outro, sentindo que valho a pena.
Use a criatividade – No começo do relacionamento pensamos sempre em surpreender o parceiro. Escrevemos cartinhas, mandamos flores, mensagens, torpedo. Depois surge a síndrome do “passei pro nome”, ou seja, baseado na segurança de que o parceiro está totalmente na sua, você acaba aniquilando sua criatividade e investimentos na relação. Deixam de dizer eu te amo, deixar de mandar os torpedinhos, entram totalmente na rotina. Que tal cuidar da relação diariamente? Nunca irei me esquecer de uma senhora que atendi a alguns anos, de aproximadamente 60 anos, que me disse que ela e o marido instituíam a sexta-feira do casal. Independente de terem filhos, desde que se casaram todas as sextas feiras eram ocupadas por um programa a 2, apenas a 2. Afirmo com convicção que mesmo aos 60 anos, ela dizia que as sextas feiras se sentia a “namorada de sempre”.
Não compare o passado com o presente – Se alguém tem o desejo de que o parceiro desperte os mesmos sentimentos das primeiras semanas, ou tenha as mesmas atitudes dos primeiros dias de namoro se frustrará com toda certeza. No início de todo relacionamento todos nós temos aquele friozinho no estômago, aquela vontade de falar absolutamente em todos os minutos. Isso ocorre muito pelo fator novidade. Todas as situações novas geram maiores expectativas, portanto, aquele momento sempre será único, o que não pode em hipótese alguma desmerecer os momentos seguintes. As sensações mudam, as atitudes mudam, porém, devemos valorizar os pequenos sinais de afeto para tornar o relacionamento cada dia tão importante quanto o dia anterior.
Não se prive de demonstrar afeto – Muitas pessoas pensam da seguinte forma: não vou ficar falando que amo, que adoro, que estou apaixonada, pois o parceiro irá se sentir muito seguro e conseqüentemente não valorizará a relação. Obviamente sempre sugiro: não se coloque na “bandeja”. O ser humano carece de conquistas, portanto, a plena e total segurança pode desvalorizar a relação. Porém, nunca deixe de expressar o que sente. Não tenha medo de ser feliz e obviamente se este amor e dedicação não forem correspondidos, pense que quando escolhemos alguém, deixamos outras várias oportunidades de lado, portanto, tem que valer a pena.
Você já se amou hoje?
Sei que normalmente lemos textos em que os títulos nos remetem a amar algo ou alguém, porém, neste meu artigo vou tentar mostrar em uma forma resumida, como é importante olhar para si mesmo e, principalmente, SE AMAR.Infelizmente, trazemos uma tremenda dificuldade em cultivar o amor próprio por eventos que se manifestaram desde a nossa criação. Quantas vezes, por medo do egoísmo, deixamos de lado nossa própria vontade para fazer tudo o que o outro queria? Só que amar a si não tem nada a ver com o egoísmo. O egoísta é um ser vazio e solitário que precisa cada vez mais de coisas e pessoas que o preencham. O amar a si é se priorizar; não em detrimento do outro, mas em prol de seu equilíbrio.
Existem algumas situações muito simples, que expressam a necessidade de se priorizar, de se amar, que as vezes não percebemos dentro de nosso cotidiano;
- Como uma mãe dará educação , amor, equilíbrio ao seu filho se ela não se priorizar, não estiver bem consigo mesma?
- Como um gerente comandará com equilíbrio sua equipe, atingindo resultados, buscando metas, se ele não estiver bem consigo mesmo?
- Como uma pessoa poderá escolher um(a) parceiro(a) com qualidades necessária para um relacionamento se ela não estiver bem consigo mesma?
- Como um professor formará cidadãos, que produzirão frutos no futuro, se ele não estiver bem consigo mesmo?
Quanto mais dependo do outro, mais eu me mostro inseguro e que não me sinto bem comigo mesmo. Quanto mais me sinto frágil e dependente, menos poder de seletividade para escolher um parceiro eu terei, portanto, a chance de seleções desqualificadas e que não merecem nosso investimento, acaba sendo muito maior.
Existe uma situação que sempre uso de exemplo com meus pacientes: quantas pessoas vão com os amigos comerem aquela famosa pizza de sábado e, ao ser questionado sobre qual o sabor pedir, respondem com maestria: “qualquer uma.....eu como de tudo!”.
Esse é um bom exemplo de como não nos posicionamos, não sabemos muitas vezes nem o que queremos da vida, pois não nos priorizamos, não nos amamos. Se todos pensarem bem, sabemos sim o que queremos, o que buscamos e qual é o sabor da pizza que gostamos.
Obviamente que quando estamos vivendo em sociedade, em alguns momentos temos que conceder. Tudo bem, desde que estes momentos não sejam 100% de nossa vida.
Infelizmente, dentro de minha prática clínica, tenho acompanhado cada vez mais pessoas que se esquecem de sua própria vida, de seus prazeres, de seu hobby, por causa de um relacionamento, por causa da empresa em que trabalha, enfim, para a expectativa do mundo. Estas pessoas certamente vão se frustrando, adoecendo e perdendo a motivação de viver.
Creio que nesta vida temos alguns núcleos importantes como FAMÍLIA, TRABALHO, AMIGOS, RELACIONAMENTO, porém nunca nenhum desses núcleos poderá consumir mais destaque do que o núcleo EU. Afinal, quando o EU está bem, certamente conseguimos lidar com os outros, que poderão estar em desequilíbrio. Já o contrário será impossível.
Que tal refletir agora e começar a se priorizar, se olhar e, principalmente, SE AMAR?
Administrando o tempo, administrando a vida
Após a boa repercussão de meu texto sobre procrastinação, publicado aqui mesmo no Yahoo! Mulher, fiquei extremamente preocupado com alguns emails que recebi de pessoas que se dizem angustiadas por não conseguir administrar o tempo.Primeira etapa
Temos que entender que administrar nosso tempo é, primeiramente, uma questão de disciplina da mente. Há pessoas que só de ficar pensando no que tem de fazer já perdem o dia inteiro sem realizar nada, perdem o foco, se angustiam e não saem do lugar! Essa angústia levará a uma sensação de frustração e a desmotivação tomará.
Muitas pessoas me relatam que agem ou agiam desta forma. Porém, faço-as entender que administrar o tempo não é questão de ficar contando os minutos dedicados a cada atividade, é uma questão de saber definir prioridades, focar.
Administrar o tempo é planejar estrategicamente a nossa vida. Para isso, precisamos em primeiro lugar saber onde queremos chegar, qual é o real objetivo a ser conquistado. Esse objetivo tem que ser claro e definido após uma reflexão. Sem ele não temos a “chave” para ligar o motor.
Nesta reflexão, considere seus próprios valores (morais, familiares, religiosos) independentes das imposições sociais. Por exemplo, se para alguns a prioridade é atingir uma meta no trabalho, para outros pode ser passar mais tempo com a família. Portanto, o objetivo é seu!
O planejamento é fundamental na segunda etapa. É importante criar estratégias, determinar prazos palpáveis, quantificar e principalmente definir (tentando visualizar) como as metas serão alcançadas.
Reflexões simples como “onde quero estar daqui tanto tempo?” e “qual o prazo que eu tenho?” ajudarão você a se organizar.
Terceira etapa
A terceira etapa e tão importante quanto as anteriores é o “colocar em prática”.
Costumo fazer uma analogia simples com meus pacientes, que quero compartilhar com vocês, leitores. A diferença entre a pessoa que teve muito sucesso e o fracassado está na ação, ou seja, enquanto a pessoa que tem sucesso acreditou em seu objetivo independente das barreiras, planejou, lutou, colocou em prática; o fracassado ficou perdendo tempo se lamentando, dizendo que era difícil, que ninguém daria oportunidade, que a barreira era alta demais para ser superada.
Tive a oportunidade de ler algumas biografias de pessoas que tiveram dificuldades e que tinham tudo para não crescer na vida, mas foram perseverantes, acreditaram em si mesmas. Podemos citar, sem aprofundar, a figura ilustre do grande comunicador Silvio Santos. Quem poderia imaginar que uma pessoa sem grandes estudos, sem um grande poder aquisitivo poderia chegar onde chegou? Ele acreditou, e isso foi FUNDAMENTAL.
Solidão familiar: a ausência da qualidade em muitos lares
Esta é uma reflexão que vem tomando conta de meus pensamentos há muito tempo. Ouço muitos pais alegarem que não importa a quantidade de tempo que tem para seus filhos e sim a qualidade. Que qualidade é essa que podemos ter com tantas preocupações, pressões do dia a dia, conflitos gerados pelo stress? Estamos vivendo um momento muito complicado em nossas vidas. Percebo que a questão tempo nem é tão importante assim para dedicar aos nossos filhos, mas sim a forma como estamos administrando este tempo.
Como somos pacientes para a dedicação deste tempo com tantas coisas a resolver? Esta preocupação me intriga muito, justamente porque o estresse do dia a dia está nos tirando a oportunidade de vivenciar experiências junto aos nossos filhos, nos impossibilitando de ajudá-los a adquirir valores básicos através de exemplos de vida, do próprio dia a dia.
Sabemos que os valores são construídos através de exemplos de atitudes, então reflito:
- Que exemplos damos aos nossos jovens filhos?
- Será que eles têm a noção de família que tivemos?
- Que futuro, construiremos para eles, se sempre estamos ocupados e sem paciência para ouvi-los ou prestar atenção de como estão, com quem andam ou o que pensam?
O que posso percebo trabalhando há duas décadas com os jovens é que os valores estão totalmente distorcidos. Nossos jovens hoje não têm crença ou religião, são muito imediatistas e estão acostumados a receber tudo pronto e na hora.
Claro que eles são assim, porque assim aprenderam. E, de certa forma, foram reforçados por nós mesmos a desenvolver este comportamento. Nossa ânsia de proteção para os jovens vem sendo tão intensificada nestes últimos anos que contribuímos diretamente para o desenvolvimento de uma estrutura emocional fragmentada, fragilizada. Conflitos são vivenciados por eles de forma radical, impulsiva e instintiva e sentimentos de frustração e fracasso, acaba ganhando espaço nessa estrutura emocional.
Diante disso, nos deparamos com jovens sem poder de criação, sem espírito crítico, desestimulados e sem vontades. Estamos fazendo para eles justamente o que esperam de nós, adultos coniventes e facilitadores de atitudes e pensamentos. Pra que um jovem precisa pensar, criar e construir, se tudo lhe vem pronto?
Precisamos rever nossa postura enquanto pais, educadores e formadores de opiniões, deixar que nossos jovens vivenciem, experimentem a vida com tudo que ela oferece. Claro que sempre orientando, apoiando-os, mostrando o que é certo ou errado.
Mas não devemos impedir que eles vivenciem suas experiências e que possam, através delas, ter pontos de referência positivos e negativos, sentir fracassos e frustrações, vivenciar angústias e medos, inseguranças, prazeres e desprazeres, a fim de que possam aprender a articular conflitos de forma positiva e consistente, traçando metas e objetivos, criando uma base dentro de si a ponto de ser capaz de enfrentar situações contraditórias ou conflituosas de maneira equilibrada, dando-lhe condições para enfrentamento e resolução de forma equilibrada e com discernimento.
Para isso, é necessário curarmos a doença da solidão familiar. Solidão não é sinônimo de ficar sozinho, pois podemos ficar juntos estando só. A cura da solidão familiar está no “estar presente” de maneira integral e não temporal; é promover situações nas quais o diálogo aparece como protagonizador do equilíbrio familiar.
A cura está no prazer de “estar junto”; de trocar informações, sentimentos, emoções, sejam eles positivos ou negativos. É isso que nos faz sentir-se importante e crescer com uma estrutura emocional segura, forte e sem medo de enfrentar situações surpresa ou inesperadas, nos tornando adultos preparados para viver e encarar ar a vida de forma preciosa e feliz.
Depressão masculina: uma cilada quase invisível
Historicamente, ainda que de forma equivocada, o homem se vê como o grande caçador, guerreiro, que nunca pode distrair-se ou fragilizar-se. Mas, em termos mundiais, os homens tentam o suicídio quatro vezes mais que as mulheres – e com maior possibilidade de sucesso.
Durante muitas décadas, talvez séculos, a sociedade tem visto os sintomas da depressão como "femininizados" e então temos sido induzidos a pensar que a depressão é "um problema de mulher". Não estamos dispostos a aceitá-la nos homens, a menos que vejamos claramente neles a mesma série de sintomas.
O problema é que os sinais da depressão normalmente observados na mulher são menos comuns nos homens. Os percebemos nas mulheres principalmente quando exploramos os seus sentimentos. Nos homens, é prestando atenção à sua conduta. Resumindo: as mulheres sentem a sua depressão; os homens atuam com ela .
As estatísticas mostram que, para cada duas mulheres, há um homem com depressão. Quando as mulheres sentem-se tristes, buscam contato com amigas ou procuram algo alternativo; enquanto os homens libertam a sua depressão através da frustração, isolamento e da ira. Tornam-se irritáveis, enfiando-se na sua "concha" e dando aos seus próximos "o silêncio como resposta". É este disfarce que caracteriza a depressão masculina.
O que os difere não é a vulnerabilidade à depressão, mas a capacidade de admiti-la. Enquanto as mulheres vão ao médico nos primeiros sintomas da doença, os homens só procuram tratamento quando a depressão já está em estágio avançado; o que configura um comportamento de alto risco: a depressão amplia para mais que o dobro de chances do homem desenvolver doenças cardíacas, câncer, diabetes e outras doenças, além de provocar um envelhecimento masculino mais acelerado e deficiência de testosterona.
Ser despedido do trabalho pode ser tão devastador como a morte de um pai. É a personalidade histórica do homem: o grande caçador e provedor, que nunca pode se deixar abater.
Na depressão, boa parte dos homens recorre ao álcool para camuflar a tristeza e seu uso constante só faz agravar os sintomas problemáticos. Outros recorrem ao fumo, às drogas, ao sexo compulsivo.
O que de melhor elas podem fazer pelo ente deprimido é, sem dúvida, comunicar amor e aceitação com todas as forças que possam, porque ele não escolheu estar deprimido. As mulheres necessitam compreender que a má conduta do homem tem como causa da sua depressão e não ele próprio.
É importante que os homens saibam que a depressão não é um sinal de fraqueza, mas sim um problema de humanos, para o qual há atendimento e tratamento.
Ignorá-la ou não aceitá-la é, certamente, a pior alternativa.
Você pratica a “comproterapia”?
Conhecemos também os que bebem muito em pouco tempo. Há os que jogam, os que fumam, os que malham, trabalham e até os que dormem compulsivamente.
Uma ação compulsiva é aquela que leva a um prazer temporário, com o qual queremos substituir uma frustração, contrariedade, ansiedade ou angústia.
Alguns dos mais perigosos compulsivos são os que compram avidamente.
Atire a primeira pedra quem nunca relacionou compras com prazer. Obviamente, estamos em uma sociedade capitalista, na qual o dinheiro tornou-se um recurso que muitas vezes foge ao nosso controle.
O controle é exatamente o que nos falta quando cedemos à tentação de comprar sem planejamento prévio. É a compra emocional, muitas vezes do que não precisamos, que nos traz uma certa paz momentânea.
Uma ação compulsiva é aquela que leva a um prazer temporário, com o qual queremos substituir uma frustração, contrariedade, ansiedade ou angústia.
Alguns dos mais perigosos compulsivos são os que compram avidamente.
Atire a primeira pedra quem nunca relacionou compras com prazer. Obviamente, estamos em uma sociedade capitalista, na qual o dinheiro tornou-se um recurso que muitas vezes foge ao nosso controle.
O controle é exatamente o que nos falta quando cedemos à tentação de comprar sem planejamento prévio. É a compra emocional, muitas vezes do que não precisamos, que nos traz uma certa paz momentânea.
Em se tratando de comprar compulsivamente, outros dois problemas podem aparecer. Um é o mau exemplo que percebemos que podemos estar dando a um filho, sobrinho ou afilhado. Outro, se nosso orçamento não está tão folgado assim, é sabermos que gastamos dinheiro com algo desnecessário, que poderá nos impedir de poder comprar o que vamos precisar amanhã.
Para a maioria dos brasileiros, essa compulsão pode levar a privações, endividamentos e até a incômodos, como ficar com o nome restringido para crédito.
Muita gente compra para obter status, por necessidade, ou até mesmo por modismo; mas há quem compre pelo simples prazer que esse ato proporciona. Essas pessoas são as chamadas consumidoras compulsivas e formam 3% da população brasileira.
Há compulsivos extremos, que chegam a fazer dívidas de até 10 vezes sua renda mensal, caindo numa situação quase que irreversível.
Isso, por sua vez, acaba levando a uma maior ansiedade. Se a pessoa não se perceber como doente que precisa de ajuda, promoverá um ciclo interminável; que pode submetê-la a constrangimentos e mais situações desagradáveis.
Quando recebo algum paciente assim, meu primeiro objetivo é quebrar a crença de que "o ter" promove a felicidade.
Obviamente, não sou hipócrita a ponto de dizer que o dinheiro não nos causa alguns prazeres; porém, é na palavra prazer que me apego. Algumas perguntas faço aos meus pacientes, e as repito aqui:
- Que tipo de prazer a compra promove?
- Quanto dura esse prazer?
- Compro inteligentemente quando é por compulsão?
Normalmente obtenho a resposta que a compra dá um grande prazer ou alívio "temporário", mas que esse prazer desaparece, levando ao desprazer.
Diante disso, devemos fazer a seguinte reflexão: Quais outros prazeres tenho em minha vida?
Você perceberá que, quem responder que tem muitos outros prazeres, dificilmente tem a compulsão por compra e, quem responder que não tem outros prazeres, deve ficar alerta e perceber que algo em sua vida está errado e deve ser revisto.
Comprar tem de ser uma pequena ação dentro de várias outras que devemos ter no decorrer de nossa vida, com o objetivo de obtermos algo de que precisamos. Quando comprar torna-se fundamental, está na hora de procurar ajuda.
A compulsividade por comprar, como qualquer outra, se enquadra nos transtornos do espectro obsessivo-compulsivo. A pessoa acaba por tornar-se dependente dessas atitudes e elas passam a ocupar um lugar importante no seu cotidiano.
Para quebrar esse verdadeiro processo de dependência, a pessoa precisa solucionar o que realmente a incomoda, ou então aceitar essa contrariedade ou ansiedade como algo que não pode vencer.
Parece irracional esse "entregar os pontos", mas é muito racional e adulto reconhecermos nosso alcance e aceitar as derrotas. Afinal, somos todos sujeitos a limites.
Se tratar-se de algo realmente muito importante em sua vida, essa pessoa terá certamente forças para lutar e dominar a situação. Essa reação, por ser de alta responsabilidade, deve ser bem ponderada, com o máximo de racionalidade e o mínimo de emoção.
É aí que um acompanhamento pode ser importante. O profissional vai ajudá-lo a separar os diversos aspectos envolvidos, classificá-los, levar em conta os realmente mais importantes e a conduzir a sua mente para um estado de equilíbrio que a capacitará a solucionar o seu problema da melhor forma ao seu alcance.
Então, adeus compulsão.
Procrastinação é um distúrbio crônico e prejudicial, mas fácil de ser vencido
Procrastinar é algo de que pouco se fala, mas que muito se faz. Embora "embromação" possa ser um de seus quase sinônimos populares, a procrastinação vai um pouco além disso. É um comportamento crônico nocivo, embora muito comum.É aquele hábito de deixar tudo para depois: uma tarefa "chata", os estudos, o regime alimentar, as práticas físicas, o abandono de um vício, passar a economizar – coisas que sabemos que precisamos fazer, mas que, por inúmeras razões, ficamos adiando; muitas vezes nos enganando com desculpas frágeis e, não raro, falsas.
O procrastinador é alguém faz várias coisas ao mesmo tempo, exatamente para não fazer aquilo que realmente deve ser feito. Quando pensa no que de fato tem de fazer, sente-se preso e sem reação.
As consequências não raro são danosas, especialmente a longo prazo, quando, olhando pra trás, se percebe quanto tempo foi jogado fora por falta de ação objetiva.
Quando vejo pessoas querendo empreender grandes mudanças de imediato, sei que estou diante de um procrastinador, porque ele fica inativo por muito tempo e, depois que percebe nos outros o quanto não evoluiu, resolve mudar tudo de uma vez.
É óbvio que não vai conseguir, porque as nossas grandes realizações são conquistadas aos poucos.
Desse modo, novamente derrotada, essa pessoa tende a desanimar e voltar a procrastinar novamente, repetindo um ciclo fadado à infelicidade.
Enquanto procrastina, a pessoa vai absorvendo estresse por uma oculta sensação de culpa, sentindo a sua perda de produtividade e cultivando vergonha em relação aos demais, por não conseguir cumprir seus compromissos.
A formação de um “enrolador” muitas vezes começa na infância. Crianças podem tornar-se procrastinadoras no futuro por conta do tratamento que recebem dos adultos. Daí a conveniência de revermos constantemente as nossas crenças, para nos livrarmos de influências negativas que adquirimos ao longo da vida.
Duas das vertentes mais clássicas são:
- A criança extremamente protegida, condicionada a achar que sempre alguém fará por ela. Quando adulta, ela tenderá, inconscientemente, a sentir-se insegura para agir, por não ter alguém auxiliando-a.
- A criança que é exageradamente cobrada. Ela pode desenvolver a característica do perfeccionismo. Assim, ela tende à procrastinação por acreditar que, mesmo se dedicando, não conseguirá realizar as coisas de modo primoroso – e acaba postergando tudo o que acha importante.
Tratamento
A procrastinação crônica é quase sempre associada a alguma disfunção psicológica ou fisiológica. Portanto, é passível de tratamento.
Quando recebo pacientes procrastinadores, incluo no tratamento algumas recomendações que ajudam muito a livrá-los dessa anomalia. Eis algumas:
- Reconheça, quando está enrolando, que pode haver mais dor em procrastinar do que em realizar a tarefa. Muita coisa é menos complicada do que parece ser.
- Não deixe aquele afazer chato por último, para que ele não se torne urgente e o apavore ainda mais.
- Experimente a sensação de alívio e o fortalecimento da auto-estima após concluir uma tarefa e perceba que livrou-se dela de maneira positiva, enfrentando-a.
- Para encorajar-se, pense no que vai deixar de ganhar ou no que pode perder caso não realize essa atividade. Se puder escrevê-las e avaliá-las seriamente, melhor.
- Se a tarefa for muito trabalhosa, divida-a em partes e vá realizando uma a uma, com um pequeno intervalo entre elas, e comemorando (sim!) a última concluída.
- Abra-se para o novo, deixando de agarrar-se às velhas experiências e crenças. O passado não volta mais; o presente é continuamente feito de novos desafios e o futuro é construído passo a passo pelas ações do presente.
- Quando perceber que está querendo procrastinar de novo, proponha-se a atuar por apenas alguns minutos na ação que está tentando evitar. Pode ser que você perceba que não é tão desagradável quanto pensava e venha a vencê-la (touché!).
- Caso lhe seja por demais desagradável, dê-se uma pausa e passe a fazer algo útil (não pare de agir), mas determine quando voltará ao assunto pendente.
A principal vitória é vencer a procrastinação em si. Trata-se de uma vitória para a vida inteira, como a daquela criança que um dia perde o medo do escuro.
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